Como investir no exterior: Tudo o que você precisa saber para diversificar ainda mais o seu capital!

Nem todas as pessoas sabem, mas no Brasil é possível comprar ações de empresas do exterior. Sim, você pode adquirir ações de empresas como a Apple, Microsoft, Amazon, entre outras.

Uma das maneiras de conseguir investir em ações do exterior é comprar as “BDR’s” (Brazilian Depositary Receipt), ou certificado de depósito de valores mobiliários. Existe, outras opções também. Vamos conferir com mais detalhes todas as alternativas

Como funciona a BDR

A BDR nada mais é do que um certificado que está relacionado a uma determinada ação do exterior. Por exemplo, a BDR AAPL34 (Apple) representa as ações da empresa lá no exterior (AAPL).

Essa relação é indireta. Não é porque as ações da AAPL estão subindo nos Estados Unidos que tal movimentação irá acontecer de forma igualitária aqui no Brasil.

Na verdade as BDR vão se valorizar, mas com menos liquidez, gerando mais volatilidade. Diferente do que ocorre no exterior, as BDR não possuem tanta liquidez.

Até mesmo o nosso mercado acionário possui mais liquidez do que as BDR. Outro detalhe importante; Para investir em BDR o investidor deve ser um investidor qualificado.

Ou seja, a pessoa deve contar com um patrimônio aplicado superior a um milhão de reais. Existem algumas corretoras que não ligam muito para essa regra, e liberam as compras aos investidores que não são “qualificados”.

Dividendos, eu recebo?

Sim! As BDR pagam aos seus detentores os valores referentes aos dividendos distribuídos no exterior.

A BDR funciona de forma similar a um fundo. É como se você fosse comprar cotas de um fundo que possui investimento em uma única ação.

Quando essa ação paga os dividendos, então o fundo faz esse “repasse” aos seus cotistas.

BDR é uma boa?

Dentre as alternativas de investimento que podem oferecer exposição no exterior, as BDR são as piores.

O mercado de BDR no Brasil é limitado e não existe muita liquidez. Sendo assim, é possível que você compre um lote de 100 BDR e não consiga vender esse lote por um valor similar ao da compra ou um valor justo.

Isso pode acontecer porque existem poucas pessoas negociando as BDR. Sem falar que provavelmente, se você não possui um milhão de reais em ativos, nem conseguirá comprar uma BDR.

Estamos tratando de um ativo bem restrito a uma parte dos investidores. Colocando tudo isso na conta, vejo que as BDR não são as melhores opções.

ETF

Uma boa solução são os ETF. Os ETF ( Exchange-traded funds) ou fundo de índices, podem lhe proporcionar diversificação, exposição no exterior e liquidez.

Para aqueles que não conhecem, o ETF é um fundo que segue um determinado índice. Ou seja, os ativos que constituem a carteira do ETF fazem parte de algum índice (o fundo é uma réplica do mesmo).

Portanto, você deve procurar por um ETF que siga algum índice do exterior, como é o caso de IVVB11. Esse ETF segue o índice S&P 500. O índice das 500 principais empresas dos Estados Unidos que estão listadas na bolsa.

Comparado ao mercado de ações a liquidez dos ETF não são equivalentes. Aliás, a liquidez é baixa, porém, é superior aos BDR.

Por outro lado, quando você investe em um ETF você está bem diversificado. Querendo ou não, um índice que conta com posição em 500 empresas, é um fundo bem diversificado (o risco está reduzido).

Só por curiosidade; IVVB11 em 2019 vem se valorizando em mais de 36%! É bastante não é mesmo?

Fundos de investimento

Outra forma de conseguir exposição a ações no exterior é por meio dos fundos convencionais. Hoje existem vários fundos que investem em BDR, ou até, diretamente no mercado externo.

Existem alguns fundos que compram ações específicas de alguns setores no exterior, como é o caso do fundo Canabidiol, que investe no setor ligado a comercialização legal da maconha nos Estados Unidos.

O fundo é da Vitreo, sendo que a mesma vinha oferecendo aos seus clientes a oportunidade de investir no IPO da XP Investimentos. A XP é a maior corretora independente do Brasil, e a mesma abriu capital na bolsa americana.

Você também pode investir em fundos que possuem carteiras mais diversificadas, sem estar concentrado em um só ativo, ou em um segmento.

O problema desses fundos é que geralmente o valor inicial para aplicação é alto, passando dos R$ 10.000,00 valor que pode ser restritivo.

Abrir conta no exterior

Uma boa opção também é abrir conta no exterior. O processo parecer ser difícil, mas é bem simples, só vai exigir do investidor um pouco de inglês.

Corretoras como a Ameritrade oferecem a possibilidade de abrir a conta de forma fácil e prática (tudo pela internet).

Dúvidas e questionamentos podem ser feitos por meio do telefone, junto à corretora norte-americana.

Lembrando que a Ameritrade recentemente foi adquirida por outra instituição, a Charles Schwab.

Qual a melhor opção?

Dentre todas mencionadas, não existe uma melhor opção. Mas o investidor pode começar aplicando seus recursos em um ETF como IVVB11, posteriormente pode investir em fundos cambiais como o Votorantim cambial em dólar, e por fim, pode buscar investir no exterior por meio de alguma corretora, como a própria Ameritrade.

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