CRI e CRA: entenda o que são, suas vantagens e como funcionam

Faala Pobre Mortal, tudo tranquilo por ai? Hoje vou explicar para vocês tudo sobre esses dois produtos de renda fixa: o CRI e a CRA.

  1. O que é a CRI?
  2. O que é a CRA?
  3. Rentabilidade
  4. Tributação
  5. Segurança
  6. Qual o valor mínimo para investir?
  7. Como investir?
  8. Conclusão

O que é a CRI?

O CRI, Certificado de Recebíveis Imobiliários, é um título de renda fixa emitido por uma securitizadora, que é lastreado por créditos concedidos para financiar as atividades do setor imobiliário. Ou seja, os recursos captados pelos CRI’s são destinados para esse setor. Bem parecido com as LCI’s, não é mesmo?

O que é a CRA?

O CRA, Certificado de Recebíveis do Agronegócio, também é um título de renda fixa emitido por uma securitizadora. Diferentemente do CRI, o CRA é lastreado por créditos concedidos para financiar a atividade do agronegócio. Bem parecidos com as LCA’s, né?

Rentabilidade

Aqui, como em qualquer produto de renda fixa, você está emprestando o seu dinheiro para alguém, para que depois receba esse valor corrigido por juros previamente acordados. Nesse caso você está emprestando o seu dinheiro para securitizadoras.

Ou seja, a rentabilidade desse título é acordada na hora da compra, e nele existem 3 formas de remuneração: os títulos prefixados; os pós-fixados e os híbridos.

Os títulos prefixados têm sua remuneração feita através de uma taxa fixa pré acordada na hora da compra. Essa taxa é fixa e não muda, independente de fatores da economia, como inflação, crises, etc.

Um CRI ou CRA que renda 10% ao ano é um exemplo de título prefixado.

Os títulos pós-fixados têm a sua remuneração feita através de uma taxa variável, indexada a algum indicador da economia. Então a rentabilidade dos títulos pós-fixados está totalmente ligada a performance desse indicador.

Um CRI ou CRA que renda 102% do CDI ao ano é um exemplo de título pós-fixado.

Já os títulos híbridos têm sua uma parte de sua rentabilidade fixa e outra variável, indexada a algum indicador da economia.

Um CRI ou CRA que renda 102% do CDI + 3,00% ao ano é um exemplo de título híbrido.

Tributação

Aqui está talvez a maior vantagem desses produtos: eles são totalmente isentos de IR (Imposto de Renda).

Como os recursos captados por esses títulos são totalmente destinados para financiar as atividades dos setores imobiliários e do agronegócio o governo fornece como forma de incentivo essa isenção de imposto de renda para esses recebíveis, uma vez que, esses setores são considerados estratégicos para o crescimento econômico do país.

Então, para investirmos nesse tipo de produto não precisamos nos preocupar com o impostos.

Segurança

Como já foi dito, os emissores dos Créditos Recebíveis são as securitizadoras.

“Mas como funciona?”

Instituições não financeiras do setor imobiliário ou do agronegócio podem vender o direito de recebimento de dívida de seus clientes para essas securitizadoras e elas os transforma em títulos de Créditos Recebíveis e os vende no mercado de renda fixa.

Para explicar isso de forma mais simples vamos a um exemplo prático:

Suponhamos que eu seja o proprietário de uma empresa de construção imobiliária e construa um prédio de 30 apartamentos de trezentos mil reais, e que eu venda todos financiados em 30 meses. Ou seja, eu tenho um direito de receber dos meu clientes o valor de trezentos mil reais (vamos considerar que não haja juros nesse financiamento).

Só que logo após eu percebi uma incrível oportunidade de empreendimento, um terreno excelente para construir um novo prédio, onde eu acredito que vá haver uma valorização muito alta. Acontece que a minha empresa não tem capital suficiente para realizar esse empreendimento agora.

O que eu faço?

Para não precisar esperar 30 meses para receber o dinheiro necessário e realizar esse empreendimento, correr o risco de talvez perder a oportunidade (terreno ser vendido antes), eu vendo aqueles meus direitos a receber dos meus clientes, referente as vendas do antigo empreendimento, para uma securitizadora. Claro que, por um preço um pouco mais baixo, para que a securitizadora também possa lucrar com essa operação.

Essa securitizadora pega esses direitos e os transforma em títulos de Créditos Recebíveis. Você compra um desses títulos.

O que aconteceu?

A minha empresa recebeu o dinheiro à vista e agora eu tenho capital para realizar o empreendimento que eu queria. Eu saio na vantagem.

A securitizadora pega o seu dinheiro emprestado e te devolve na data acordada na hora da compra do título, corrigido pelos juros também pré acordados. Você sai na vantagem, pois realiza um investimento e seu dinheiro rende “sem você fazer nada”.

A securitizadora lucra pois ela comprou aqueles direitos a receber por um preço mais baixo do que ela irá receber dos meus clientes e também, mais baixo do que ela te vendeu. Ela também lucra quando ela te vende, pega o seu dinheiro e empresta para alguém ou alguma instituição, recebendo juros maiores do que te pagou.

Todos saem na vantagem.

“Beleza Rufino, mas qual é o meu risco ao investir nesses produtos?”

Ao investir em CRI’s e CRA’s o único risco que você toma é o de a securitizadora emissora do título falir e não conseguir honrar com seu compromisso. Vale a pena reforçar aqui que é a securitizadora que está devendo para você, não os meus clientes.

Então pode até acontecer de alguns dos meus clientes não conseguirem pagar suas dívidas, mas mesmo assim, se a securitizadora tiver recursos, ela é obrigada a te pagar.

Para diminuir seus riscos, antes de comprar um título desses estude a saúde financeira da instituição emissora.

Vale a pena lembrar também que os CRI’s e os CRA’s, ao contrário dos LCI’s e LCA’s, não têm a proteção do FGC.

Qual o valor mínimo para investir?

O valor mínimo para investir nesses produtos, hoje em dia, é em média de cinco a dez mil reais. Isso vai depender muito de quais títulos estarão disponíveis na data em que você for comprar, qual corretora você usa, etc.

Como investir?

Para investir em CRI’s e CRA’s basta você:

  1. Criar conta em uma corretora.
  2. Escolher o título que deseja comprar (lembre-se de analisar também a instituição emissora).
  3. Transferir o dinheiro.
  4. Deixar que o poder dos juros compostos trabalhe para você.

Se ainda não sabe como escolher a melhor corretora para você, CLIQUE AQUI e confira esse post onde eu te explico o que você deve analisar ao escolher a sua.

Conclusão

Pronto, Pobre Mortal, agora você já pode investir também em CRI’s e CRA’s. Não tem mais desculpas, hein!

Lembre-se sempre ao investir nesses ativos de que eles não têm a proteção do FGC. Então analise bem a saúde financeira da instituição financeira emissora do título.

Ficou alguma dúvida? Comenta ai embaixo que eu te respondo!

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