Tudo sobre previdência privada!

Faala pobre mortal, hoje vou te explicar o que é a previdência privada, suas vantagens, diferença entre as previdências PGBL e VGBL, quais são os tipos de tributação, como cada um funciona e em que se atentar para escolher um bom plano!

Primeiramente vamos entender o que é esse produto financeiro.

Os fundos de Previdência Privada têm seu funcionamento muito parecido ao de um fundo de investimento qualquer, com algumas regras e restrições um pouco diferentes. Cada fundo de investimento tem suas regras e com a Previdência não é diferente.

Esses fundos são uma ótima opção para quem procura investir para o longo prazo, diversificar sua carteira de investimentos e está procurando uma opção para formar uma boa aposentadoria.

Quais as vantagens de ter uma Previdência Privada?

1- Chegar boleto na sua casa, e-mail ou débito automático:

A previdência é o único ativo que falamos aqui, que manda um boleto para que você deposite o dinheiro no seu fundo.

Isso pode ser considerado uma vantagem para algumas pessoas pela facilidade e pelo sentimento de “obrigação” de pagar aquele valor todo mês, apesar de que nenhuma previdência pode te obrigar a aportar.

Na minha visão, não é lá uma vantagem caso você tenha um mínimo de educação financeira… O fundo também pode fazer débito automático em sua conta, se você permitir.

2- Não há a incidência de come-cotas:

A previdência, como foi dito, é bem parecida com um fundo de investimento, mas tem a vantagem de não obter essa taxa.

Como as previdências são investimentos focados no longuíssimo prazo, essa pode ser uma vantagem bastante relevante, já que o valor poupado com o come-cotas pode ser significante ao final do investimento.

Perceba que, num fundo onde incida essa forma de tributação, o imposto é reduzido no final. Porém, quando falamos de décadas, essa grana girando juros compostos por todos esses anos faz uma grande diferença no resgate.

3- Tributação:

Na previdência privada, você consegue até mesmo ser isento de impostos, dependendo do regime que você escolher!

Caso escolha pelo regime regressivo, a alíquota do IR chega a até 10%, algo que não pode ser encontrado nos fundos comuns.

Ou ainda, caso os seus resgates, juntamente com sua renda anual, fiquem abaixo da faixa de isenção salarial (no caso do regime progressivo), você pode não ter que pagar imposto algum.

4- Incentivos empresariais:

Principalmente no caso de fundos fechados, pode ser que a sua empresa tenha algum convênio e facilite a sua previdência, em muitos casos até ajudando com alguma porcentagem do seu aporte todo mês.

Por exemplo, você poderia aportar 100 reais por mês e a sua empresa colocaria mais R$ 100 no seu fundo, totalizando um aporte mensal de 200 reais.

5- Portabilidade sem incidência de tarifas:

Nos fundos normais, caso queiramos migrar para outro, mesmo que da mesma classe, nós teremos que vender aquelas cotas e comprar as do novo fundo. Isso nos gera custos, como o IR que é cobrado no resgate.

Já nos fundos de previdência privada, caso se trate de um mesmo regime tributário, nós conseguimos fazer a portabilidade de uma instituição para outra, sem que paguemos o imposto de renda.

6- Sucessão patrimonial:

Só quem já precisou fazer um inventário sabe da importância dessa vantagem.

Caso ocorra uma fatalidade com o portador do fundo, seus herdeiros conseguem recuperar o capital com muito mais facilidade do que em outros tipos de investimentos, sem precisar passar por inventário, que é algo burocrático e que dá muita dor de cabeça, além da cobrança de altas tarifas e impostos.

7- Possibilidade de restituição do imposto de renda:

Outra grande vantagem é a possibilidade que temos de fazer a restituição do imposto de renda no caso do nosso plano ser PGBL.

Diferença entre os planos PGBL e VGBL:

– VGBL:

O VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) é um regime em que a tributação incide somente sobre os rendimentos daquele fundo, como costuma ser com os outros produtos/ativos financeiros. Ou seja, o capital que você desembolsou não sofre tributação alguma, apenas o seu ganho.

Ele vai ser vantajoso para as pessoas que fazem a declaração simplificada ou que sabem que não vão reinvestir as deduções, caso elas ocorram.

– PGBL:

Já o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é um tipo de regime onde a tributação que incide sobre ele (Imposto de Renda) é sobre o valor total do montante final que você irá resgatar.

Mas em que situação seria vantajoso escolher um plano com regime PGBL?

Esse regime tem uma vantagem que é a dedução no Imposto de Renda. Não sei se você já fez alguma declaração anual desse imposto, mas lá você consegue deduzir alguns gastos, tais como, gastos com saúde, educação, filhos… e com o plano PGBL.

Esse regime será vantajoso para alguns investidores que fazem a declaração completa, desde que não ultrapasse 12% das receitas tributáveis. Essa opção só será vantajosa se você pegar esse valor restituído e reinvestir no próprio PGBL ou em outra aplicação financeira, para que o poder dos juros compostos possa trabalhar a seu favor.

Qual regime de tributação devo escolher?

Os planos de previdência privada seguem dois tipos de tributação: A progressiva ou a Regressiva. Mas qual você deve escolher vai depender muito dos seus objetivos.

No plano de tributação progressiva, você tem certa porcentagem de imposto cobrada de acordo com o quanto você teve de renda naquele ano somado ao quanto você resgatou daquele fundo no mesmo ano.

Esse regime será vantajoso caso você pretenda fazer resgates que, somados à sua renda anual, totalize menos do que os R$ 22.847,76 para que você seja isento, ou mesmo menos que R$ 33.919,80 para ter incidência de apenas 7,5%.

Já no regime de tributação regressiva, quanto mais tempo você demorar para sacar seu dinheiro daquele fundo, menor será a alíquota cobrada.

Esse plano será mais vantajoso para todos os casos em que sua renda, somada com seus aportes anuais, totalizem mais do que R$ 33.919,80 e que você pretenda deixar o dinheiro aplicado por mais do que 10 anos.

Saiba em que se atentar para escolher um bom fundo de Previdência Privada:

Os fundos de previdência privada parecem de cara serem todos muito atrativos, devido a todas essas vantagens que apresentei aqui nesse post, mas temos que tomar muito cuidado com as taxas cobradas, que muitas vezes são as principais vilãs desses fundos, tornando o investimento neles inviável.

Existem planos de previdência, principalmente das grandes instituições, que mesmo que a empresa onde você trabalha dobre seus aportes, o investimento continua sendo ruim, devido às altas taxas cobradas e péssima alocação de capital.

Lembre-se que, além da taxa de administração comum a todos os fundos, muitas seguradoras cobram também taxas de carregamento e de saída que, dependendo de como forem acordadas, podem ter efeito ainda pior que a primeira.

Outro ponto a se atentar é a saúde financeira (risco) daquela instituição que gere o fundo, pois devemos lembrar que esse produto não tem a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Ou seja, se aquela instituição falir, você pode perder todo o seu investimento.

Por último, devemos nos atentar ao período de carência daquele fundo. Sempre temos que investir nesses produtos focando no longuíssimo prazo e com um dinheiro que não iremos precisar. Podemos resgatar a qualquer momento o nosso investimento, mas isso costuma anular todas as vantagens, caso o período de carência não seja respeitado.

Conclusão:

Como vimos nesse post, os fundos de Previdência Privada podem ser uma ótima opção de investimento, principalmente se você procurar e pesquisar bem um fundo que tenha baixas taxas e escolher o regime de tributação/tipo de plano que mais te atende.

O mais importante nesse tipo de produto financeiro é focar no longo prazo, começar o quanto antes e ter consistência e disciplina em seus aportes.

Siga esse passos e invista na Previdência somente aquele dinheiro que você não pretende precisar nunca e, quando você perceber já vai ter uma aposentadoria gorda te esperando.

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